A Lua confunde até os corações mais tranquilos quando na sala, diante da mesa, espalha suas melhores lembranças. Enquanto as borboletas enlouquecem a alma, Mercúrio resignifica as histórias, remove o juízo tendencioso das mágoas sem perder o critério do que está para sempre: a dor, o prazer e o amor.
Com a leveza própria de quem nomeia os seus, a Lua recebe Júpiter em Libra. Esclarecida sobre aquilo que já não é, relocar o passado no passado e revisitar as relações não parece uma realidade distante. Mas nunca antes de certificar o batimento cardíaco ao som de Chico “…não se afobe não, que nada é pra já.”
A madrugada na companhia de Vênus é de amar, chamego do calor de irmãos também vale, afinal Lua e Vênus estão com Castor e Pollux.
Sorte daquele que conhece amor assim tão raro, que nem a incomunicabilidade da morte encerra.
Imagem: Remedios Varo

harmony-1956-Remedios Varo