Saturno, retrógrado desde abril, volta ao movimento direto. A debilidade, segundo Abu Ma’shar faz de Saturno “um escravo que foge e que é apanhado novamente pelo seu dono e acorrentado.”
Saturno direto deixa as amarras para trás e segue rumo a Capricórnio.

Franz Ignaz Gunther, Cronos, 1765-70

Hesíodo conta na Cosmogonia que Urano (Céu), ávido de amor e com inesgotável desejo de cópula cobria Géia (a Terra) com uma chuva de sêmen, desenfreado, sem regras ou reflexão sobre conveniências e consequências, até que Crono interfere, castrando o Urano, impondo limites, regras à força fecundante: de uma gota do sangue de Urano caída na terra nascem as Erínias (Potestades da retaliação às afrontas e transgressões) e de outra caída no mar Afrodite, que instaura uma nova forma de procriação.
Saturno (Crono) tem sua exaltação em Libra, domicilio de Vênus (Afrodite), é o limite imposto pelo outro aos desejos desenfreados.

 A Lua em Libra faz conjunção a Júpiter e é recebida no sextil com Saturno em Sagitário. Faz ainda sextil com Marte em Leão, Marte que se exila em Libra.
As relações são sim limite aos desejos onde só cabe um, mas o que só começa a ser percebido agora é que limite não é o mesmo que escravidão. Mas antes que possa assimilar a sensação desse amar diferente, o Guerreiro apresenta suas armas.
A harmonia diplomática parece mais um ardil dissimulado que lhe tomará o poder sobre suas vontades.