A Lua em Sagitário faz conjunção a Saturno conjunto a Ras Alhague.
A alpha de Ophiucus é a eterna luta da mente e seus demônios. A serpente sempre à espreita, ancorada nos desígnios do Tempo, espera pacientemente o vacilo que afasta os olhos da alma. Ras Alhague é o veneno em si mesmo, e poucas coisas são tão destrutivas como ter o avesso como inimigo.

No cárcere de suas limitações a Lua em Sagitário é recebida por Júpiter em Libra.
Libra, sendo um signo cardinal, quente e úmido, marca o início da maturidade permeando as relações com a palavra.
O mar aberto por Júpiter tem Foramen, da constelação Argo Navis, orientando a travessia de oceanos profundos, onde navegar não é preciso.
Nesse lugar que dá voz à palavra, no diálogo, na capacidade de ouvir a si mesma, a Lua encontra chave para liberdade.

Pouco antes da meia noite Marte em Leão a recebe em seus termos. O que não mata fortalece!
Leão, signo fixo, quente e seco, da vontade que arde, fogo permanentemente alimentado pelo conhecimento ancestral e intuitivo.
Com a coragem inerente ao Guerreiro, que sabe a luta sem aprendê-la, a Lua segue disposta a suportar a aridez da escalada em Capricórnio.

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Imagem: Paul Hanna / Reuters