A Lua em escorpião encontrará ainda hoje a Vênus em Virgem, ambas em debilidade – exílio e queda. Amanhã a Dama da noite encontra Marte em virgem, que tem a estrela Zosma junto a ele. A estrela remete ao monstro infernal, Leão de Neméia, criado pela Lua. (Falei sobre ela esses dias.)

O preconceito em relação ao amor é como a fome que espera continuar sem alimento e o prazer, que com tantas exigências, inviabiliza o gozo.

A fome que não encontra saciedade e o alimento sempre insuficiente é o veneno que exige sempre mais. Esse permanente estado de tensão, de fome, que já é interpretado como uma má vontade do mundo em relação às suas necessidades é reafirmado pelas regras e conceitos que definem o amor, pelo dedo em riste apontando as falhas que desmerecem o abrigo desejado.

Qual é a parte que te cabe nesse latifúndio?

A solidão, ferida aberta pela lunação, vai sendo desvelada, como uma fera a ser vencida, uma dor a ser curada.

Marte recebe a Lua em seu domicilio com o convite para derrotar essa fera, atravessando o espaço escuro entre o fim do dia e a aurora, entre o ontem e o amanhã.

O Guerreiro que dar a conhecer o avesso deserto onde se escondem as verdades do desejo. Promete à Lua que da luta, levará o horror e a sabedoria da vitória; da pele do monstro derrotado, o manto que protegerá o corpo das ilusões da fome; da cabeça da fera enfrentada, o capacete que concederá imunidade às artimanhas venenosas que engendrava a si mesmo.

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