Marte é a intensidade, “isso” que não pode ser recriado pela razão ou vivenciado pelo pensamento.

Em Áries, signo do elemento fogo (quente e seco), onde tem seu domicílio diurno, a intensidade se volta para o mundo, o agir é motivado pela paixão. O fogo queima rapidamente suas paixões, mas ele é motivado a recomeçar, a encontrar no mundo que é tanto a novidade que faça se apaixonar.

Sua questão é com a intensidade, com a paixão que define como a sua verdade, e o Guerreiro não abre mão da liberdade, da espontaneidade de ser o que é.  É por isso que a diplomacia libriana não lhe cai bem. Marte é a verdade que não cabe na diplomac

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ia, nas estratégias sociais, nos bons modos.

Já em Escorpião, o signo de água (frio e úmido), seu domicilio noturno, a intensidade não se renova como em Áries, na tentativa de viver a intensidade ad infinitum Marte se depare com o efêmero, com o inevitável fim de todas as coisas.

Sem medo dos abismos, percorre incansavelmente os labirintos subterrâneos, apaixonado pelo mistério que faz que o desejo reviva a cada fim. Seu conforto é a carne crua, seu prazer é kamikaze, sua verdade é o interdito.

Marte é a guerra, esse lugar em que as condições de conforto ganham um novo significado, e os bons modos sociais desaparecem, suprimidos pela necessidade de poder e liberdade, que só a vitória garante.

Se for para morrer que seja pelas próprias mãos, pensa o Guerreiro, porque não há maior desonra do que ser morto pelo inimigo. O matar ou morrer escancara as motivações do humano. O feio e o vil, a covardia e a indiferença, a soberba e a ambição, guerreiam lado a lado com a honra e a verdade, a memória e a cumplicidade, a necessidade e a possibilidade.

Marte é a intensidade do pulsar da guerra, para o bem e para o mal. Sempre com dor.