Antes de ser a figura ameaçadora com serpentes na cabeça e um olhar capaz de transformar qualquer um em pedra, Medusa era Sacerdotisa do templo de Atena. Poseidon, levado pelo furor de seu desejo, violentou a virgem Medusa. Atena ficou furiosa… Com Medusa. E como castigo transformou-a na Górgona a quem ninguém poderia olhar nos olhos sem transformar-se em pedra.
Essa é também a história de Amanda Knox, transformada em um monstro pela mídia e pela polícia.
Amanda foi acusada de assassinar uma amiga.
O caso é bastante controverso e sofreu grande manipulação da mídia e das investigações policiais.
Amanda teve sua integridade ofendida pela mídia que a apresentou ao público como uma fêmea fatal, dominadora e depravada, sendo acusada de matar a amiga em meio a uma orgia sexual (http://www.shortlist.com/entertainment/films/nick-pisa-amanda-knox-villain). Houve ainda acusações de bruxaria e outros absurdos.

 

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O mapa de Amanda Knox esconde Algol – a estrela fixa da Medusa – na antíscia de Marte.
O ascendente do mapa dirigido para 2007 está conjunto a Marte, ativando Algol e marcando o início da tragédia que a transformaria em “Gata Knox” (nome dado a ela pelos jornais), um monstro.
Marte na casa III, da comunicação. O poder da mídia se utiliza de agressividade para criar, por pura vaidade, uma imagem negativa de Amanda – Marte em leão. (Marte em antíscia encontra Algol – 28 touro 17). A mídia a destrói, como Medusa faz com suas vítimas.

A Profecção de 2007 chegou ao Meio do Céu, que no mapa de Amanda está na casa IX (justiça). Meio do céu conjunto à estrela fixa Difda (Deneb Kaitos), a alfa da constelação de Cetus: o monstro enviado por Poseidon para matar Andrômeda. A justiça é um mostro quando se torna ferramenta para afirmação do poder.
Andrômeda (também sacrificada em nome do erro alheio) foi amarrada em uma pedra, oferecida em sacrifício a Cetus para salvar o Reino de Etiópia. Andrômeda era a salvação de um reino punido pela soberba de sua Rainha – mãe de Andrômeda, que afirmava que sua filha era mais bela que as Nereidas. Cetus, o castigo, foi mandado por Poseidon para destruir o Reino e apenas o sacrifício de Andrômeda salvaria a todos.
A cidade de Perugia – onde aconteceu o crime – precisava de um culpado, alguém que mantivesse a ilusão de segurança e a imagem do poder policial, salvando assim toda a Perugia de seus monstros. Amanda foi a Andrômeda de Perugia.

Em 2007, Andrômeda e Medusa davam significado ao ascendente de Amanda. Falavam do que lhe sucederia.
As histórias de Medusa e Andrômeda se entrelaçam no mapa de Amanda. Medusa salvará Andrômeda já que Perseu, o herói salvador, destrói Cetus empunhando a cabeça de Medusa, morta por ele.
A promessa de Marte em antíscia salvará Amanda da destruição, da aniquilação de Cetus (justiça). Mas em 2007 isso era apenas promessa.

Pela direção do ascendente, Júpiter é o Senhor da distribuição do ano de 2007. Júpiter na casa XI, conjunto à estrela fixa Alpherg, indica a vitória através da persistência.
Júpiter é também o senhor dos raios desse ano.
Júpiter na casa dos amigos, tendo Marte – a casa III – como dispositor. A relação de violência (Marte) com uma amiga (casa XI) comentada pela mídia (casa III). Outro testemunho: a antíscia de Júpiter vai a 03 de virgem na casa IV e faz aspecto aplicativo à antíscia de Saturno a 14 capricórnio na casa VIII.
A amiga (Júpiter) morta (aspecto aplicativo com Saturno na VIII) em casa e em condições misteriosas (casa IV).
A implicação de Amanda na morte da amiga aparece na profecção.
Saturno é o senhor do ano e o regente do signo ao qual se chegou avançando o ascendente. Essa implicação tem consequências judiciais (Saturno regente da casa IX do mapa natal).
O aspecto entre Júpiter e Saturno reaparece na profecção.
Júpiter na III (mídia) da profecção triangula com Saturno na XI (amiga). O dispositor de Júpiter é Marte, que na casa VII representa um inimigo para Amanda.
Em outras palavras, a mídia é uma inimiga de Amanda pela forma agressiva como divulga o caso.
Esse mesmo aspecto em antíscia coloca Júpiter na casa VIII e Saturo na casa XII. E aqui o aspecto é aplicativo: a prisão dela (Saturno casa XII) por assassinato (Júpiter casa VIII).

Em outubro de 2011 a defesa de Amanda conseguiu provar que as provas forenses eram inconsistentes, havia muitos erros no julgamento e na coleta das provas. Foi absolvida e solta.

O ascendente dirigido está a 07 de leão, sendo o Senhor da distribuição do ano Vênus e o senhor dos raios Marte.
A profecção retorna à casa I. Mercúrio, senhor do ano e o regente do signo ao qual se chegou avançando o ascendente, e Vênus, Senhor da distribuição, estão em fase e têm a lua como dispositor. A lua se afasta de Saturno para ser recebida por Júpiter.
A lua na VII representa a disputa, os impedimentos judiciais (Saturno) e inimigos que deixa para trás para alcançar a vitória em Júpiter na casa XI. A lua entrega seus assuntos a Júpiter, que ao recebê-la ganha dignidade, dando a vitória da disputa a Amanda.

A promessa de Marte em antíscia de salvar Amanda se cumpre.
Júpiter representa a vitória e seu dispositor Marte – que na antíscia encontra Algol – encara Cetus, o monstro que destruiu Amanda em 2007, de frente.
Indo mais longe: a utilização de informações (casa III) que estavam ocultas (Marte em antíscia na XII) como arma de defesa trazem a vitória judicial (Cetus na casa IX) de Amanda.

Em 27 de março de 2015, data do último julgamento do caso, quando Amanda foi definitivamente inocentada, Marte transitava por Júpiter, no mesmo grau. E Júpiter transitava por leão, signo onde está Marte no mapa natal de Amanda.

Os mapas tem muitos outros detalhes a serem analisados, mas já me estendi demais. Sugiro assistir o documentário disponível no Netflix, minha primeira fonte de informações.